domingo, 7 de agosto de 2011

Amanhã Ainda é Cedo

As gavetas, o quarto, a alma
Joguei tudo pro alto
Em silêncio,
Sem estardalhaço

Meu coração de trás pra frente
Você desvendou
Eu sou prisoneira,
Sou prisoneira desse amor

Qual sinal eu espero
Que nunca vem?
Uma benção, um decreto
Qualquer coisa do além

Eu fecho os olhos pra te ter aqui
Mas não ouso me mexer
Aquilo que não se tem
Não se pode perder

Eu exagero cada virgula
Cada sinal que atravesso
Cada esquina que me perco
Cada rima que eu esqueço

Eu to esvaziando
As gavetas, o quarto, a alma
Pra te receber em paz
Onde sempre foi seu lugar

Eu ainda não sei esse caminho
Ainda não abri os olhos pro amanhã
Mas seja o que for
Que seja amor, como a gente quer

Eu to esvaziando
A estante, o armário, o coração
Eu não preciso de um sinal,
Preciso de tempo.

Amanha ainda é cedo.


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Não sei se esse poema é o melhor pra começar, mas como foi o último e ainda tá quentinho no caderno, acabou sendo o escolhido. Boa semana!

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